sexta-feira, 24 de maio de 2013

Relato de campanha Capítulo 4: Na Gruta da Caveira


Após ajudarem todas as pessoas deformadas a retornarem à sua forma natural e indicar-lhes o caminho de volta para Ardhi, os aventureiros continuaram seu caminho por mais um dia e exceto por alguns obstáculos naturais não encontraram mais nenhuma ameaça. Agora estão na base de uma montanha que parece uma caveira e a enorme gruta que parece ser a entrada lembra uma boca aberta prestes a fechar-se sobre eles.
A medida que avançam para o interior da caverna a escuridão começa a dominar, Léo novamente passa à frente do grupo para iluminar o caminho com a Lampada da Palavra.


Ao chegarem ao fundo da caverna a escuridão é tanta que não se consegue ver além de tres ou quatro metros da Lampada, então Léo encontra uma passagem estreita que dá acesso a uma escada curva esculpida na pedra com apenas alguns poucos degraus a vista antes da escuridão e a curvatura das paredes obstruírem a visão dos heróis. 

Assim que o caçador se aproxima para dar o primeiro passo na escada, sente seu pé formigando, as Botas da preparação do Evangelho novamente começam a brilhar e os degraus a partir do segundo começam a brilhar. 

- As botas estão nos mostrando algo. É melhor pisarmos somente nos degraus que estão brilhando. - Diz Antígona. 

Todos descem a escada tomando o cuidado de pisar somente nos degraus que a luz da bota indica. Os cinco jovens chegam a um salão mais amplo, o cheiro é úmido e pútrido e o ar pesado, 

- O que é isso nas paredes? - pergunta Bruce D'Stella.

- Não sei, não dá para ver direito. Vou me aproximar com a Lampada. - informa Léo. 

Porém ao passar com a lampada algo no chão reflete o brilho da luz. Gamaliel se abaixa para verificar e após analisar cuidadosamente percebe que é um cajado dourado. Ele levanta a peça do chão e reconhece no corpo do cajado uma frase escrita em uma língua antiga. Consultando sua memória ele esforça-se para ler. 

- Co-ra-gem pa-ra an-dar na ver-da-de. - Seu semblante se ilumina, ele sorri e comenta eufórico. - O Cajado, encontramos o Cajado da Coragem e da Verdade.

- Ótimo, agora só precisamos encontrar o Cinturão e o livro. - comenta Antígona.

- Certo, mas ainda quero saber o que são estas coisas nas paredes. - Enquanto fala Léo vai se aproximando  de uma das paredes. 

- São pessoas. - diz Davi, o espanto é perceptível em sua voz.

- Mas parece que estão em transe. E parece que há uma especie de crosta crescendo nelas. - observa o caçador bem próximo da parede. 

- É óbvio, são estas coisas que estão deixando as pessoas como aquelas que encontramos na estrada. Vejam estas garras que os prendem à parede, parece estar emanando um tipo de luz. Precisamos libertá-los. - Antígona está falando ainda quando é interrompido por Davi. 

- Ei, tem mais alguma coisa aqui, algo esbarrou em minha perna.

- Certo, vamos nos dividir, eu e Antígona protegeremos vocês enquanto tentam libertar estas pessoas. - Diz Gamaliel sem perder a calma. e já se posicionando com o Escudo da fé de costas para a parede onde seus amigos tentam libertar as pessoas. 

Antígona se posiciona ao lado dele com a Espada do Espírito na mão.

Continua...

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