segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Profecia, a Saga de Mordecay (cap. 4 parte 3)


Olá amigos, estou tentando voltar, e como diz a tartaruga, "devagar e sempre". 
Desta vez atendendo a pedidos do Pedro, que por sinal tem o mesmo nome do meu filho recém nascido, estou colocando mais uma parte da Saga de Mordecay. Caso ainda não saibam, Miguel Mordecay e seu irmão Gabriel, são dois personagens importantes na ambientação do meu jogo Profecia - RPG, também disponível na área de downloads do RPG Cristão.
Se você ainda não está acompanhando, abaixo estão os links para as partes enteriores.
Capítulo 1 parte 1 Capítulo 1 parte 2 Capítulo 1 Final Capítulo 2 parte 1 Capítulo 2 parte 2 Capítulo 2 Final Capítulo 3 parte 1 Capítulo 3 parte 2 Capítulo 3 parte 3 Capítulo 3 parte 4 Capítulo 3 Final Capítulo 4 parte 1 Capítulo 4 parte 2 

Espero que Gostem.


Após nos certificarmos de que tudo estava bem eu e Oscar fizemos uma rápida varredura no interior do avião, encontramos as roupas do piloto jogadas ao lado do banco e as e do co-piloto amontoadas sobre seu assento, como se seu dono tivesse evaporado de dentro das roupas, na cabine de passageiros as roupas de outro agente jaziam da mesma forma sobre uma das poltronas e uma bíblia estava caída entre os sapatos. Retornamos então para junto dos outros, Tarso e Miriam haviam acabado de se juntar ao grupo, os dois repórteres tinham um tremendo furo de reportagem em suas mãos e não iam deixar escapar nada. 
- Sou o Capitão de Fragata da Reserva Miguel Mordecay. Este é o capitão especialista do exercito Oscar Marceau. – tratei logo de me apresentar ao agente federal.
- Sou o Agente federal José Carlos Goulart da divisão de crimes cibernéticos. Este é TuxSam, seu verdadeiro nome e Samuel Moura e ele é um hacker de computador que estava sendo levado sob custódia da Europa para a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
O SG-X e ao fundo uma Aero-limo.
- O que aconteceu, agente Goulart? - Perguntei.
- Gostaria de saber também. – Respondeu o agente federal. - Estávamos vindo da Europa, o voo foi tranquilo, mas quando nos aproximávamos da costa brasileira houve um barulho muito alto como se fosse uma trombeta e então o piloto, o copiloto e o meu parceiro simplesmente desapareceram. Tentei pedir ajuda pelo rádio, mas estava uma bagunça muita gente falando dos mesmos problemas pilotos e copilotos que haviam desaparecido, mas pelo que percebi não foi só isso, faltavam controladores de voo, operadores de rádio, bombeiros, e médicos. O aeroporto tom Jobim não estava autorizando pouso nenhum e o Santos Dumont já estava com uma fila de quase duas horas de espera para pouso, não havia ninguém que pudesse me orientar para descer o avião e muito menos espaço para pousar. Felizmente sempre gostei de simuladores de voo e sendo assim tinha uma noção teórica sobre pilotagem de aeronaves, foi assim que consegui ficar mais de 40 minutos com o avião no ar. O espaço aéreo estava ficando apertado, nunca vi tanto avião no céu, todos querendo pousar e a maioria alegando emergência. O combustível já estava baixo, então eu vi esta área e achei que seria um bom lugar para um pouso de emergência, comecei a aproximação, mas percebi que estava muito rápido, então arremeti e dei a volta já me preparando para uma nova tentativa de aterrissagem, só vi vocês quando já não tinha mais jeito.
- No nosso grupo também desapareceram algumas pessoas. Achamos que fosse um fato isolado, mas pelo visto houve outros casos! – Disse Oscar.
Tentamos entrar em contato com o hotel e com outras pessoas, mas não conseguimos linha.  – Acrescentou o Dr. Rubens enquanto fazia um curativo no supercílio de José Carlos. – Meus filhos desapareceram e não consigo falar com minha esposa. – falou o médico já quase chorando.
- Você tem alguma ideia do que causou estes desaparecimentos? – Inquiriu Miriam, a jornalista.
- Ninguém sabe ao certo, enquanto estava no ar ouvi os mais variados comentários no rádio. Desde invasão alienígena até teste de armas secretas. – respondeu o federal.
- Bom, se ficarmos aqui, não vamos saber o que está acontecendo. – Interveio Henrique. – Sugiro que peguemos o que precisa ser pego e voltemos ao hotel. O pessoal de lá provavelmente já tem uma noção melhor do que nós sobre o que está acontecendo, e caso não saibam ainda, teremos mais chances de descobrir. – completou o empresário.
Todos concordamos, ajudamos a recolher alguns equipamentos e caixas que José Carlos apontou como importantes e carregamos no aero deslizador. Liguei os motores e o ADT começou a flutuar a alguns centímetros do chão, depois que todos embarcaram e se acomodaram nos assentos. Acelerei lentamente o motor esquerdo, reverti o outro e virei os lemes vetoriais a direita, isto fez com que o veículo girasse lentamente para a direita sem sair do lugar, tão logo a frente do ADT apontou para o local onde estavam as mulheres, igualei a aceleração dos dois motores e endireitei os lemes, fazendo o veículo deslizar para frente ganhando velocidade, ao chegar próximo de onde estavam as três mulheres virei o aero deslizador e cortei os motores de propulsão deixando que o veiculo deslizasse graciosamente de lado até parar com a porta aberta a alguns metros das duas jovens e da esposa de Cristofer. Esta se assustou quando viu o marido coberto de espuma.
- Estou bem. Só tomei um banho de espuma de extintor.  – falou Cristofer de dentro do veículo, já tranquilizando a esposa.
Todas embarcaram e sentaram-se nos bancos que ainda estavam livres, a porta se fechou e o ADT começou a deslizar novamente a toda velocidade em direção ao rio. Já era fim de tarde e começava a escurecer, Liguei as luzes do SG-X que iluminaram a relva verde sobre o solo à frente do veículo, que em poucos minutos depois deixou o solo e adentrou as águas do rio, levantando uma névoa de gotículas de água pelas laterais. Segundos depois o veículo rubro-dourado voltava a flutuar sobre terra firme, agora na outra margem do rio Guanabara. Desviei o deslizador do curso em que estava para contornar um pequeno bosque. Assim que o ADT saiu de trás das árvores, as estruturas do resort começaram a tornarem-se visíveis, embora, se não fossem as luzes, algumas pudessem ser facilmente confundidas com o relevo da região. Parei o SG-X com seus ocupantes próximo do hangar. O prédio estava com as luzes internas apagadas e as grandes portas fechadas. 

Continua.

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