segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Profecia, A saga de Mordecay (Ficção) Cap. 2 final

Pessoal, segue mais um trecho da Saga do Capitão Miguel Mordecay. 
Se você ainda não está acompanhando leia os capítulos anteriores clicando nos links abaixo.
Capítulo 1 parte 1       Capítulo 1 parte 2       Capítulo 1 Final

Capítulo 2 parte 1       Capítulo 2 parte 2


O heliporto ficava no lado oeste do terreno, ligado ao hangar por uma pequena pista formada por placas de eco-pavimento cuidadosamente justapostas, mais duas pistas um pouco menores levavam à recepção do resort a nordeste e ao prédio administrativo ao norte. Todos os prédios tinham formas orgânicas, arredondadas e suaves e eram cobertos por muita vegetação nativa, a construção principal possuía três andares em sua porção administrativa que ficava acima da recepção e de um dos dois restaurantes, a parte destinada às suítes de hóspedes e que se estendia para leste da recepção, formando um arco que terminava próximo ao rio, era formada por dois andares, sendo que o superior era cercado por um largo alpendre ajardinado que também servia de marquise para o andar inferior. O resort dispunha também de 15 chalés de forma arredondada que pareciam mais, pequenas colinas dispostas ao longo da face externa do arco formado pelo prédio principal. 

Henrique levou-me para um rápido tour pelo resort, mostrando-me explicando as tecnologias utilizadas na construção, embora por fora o resort passasse a impressão de uma coisa rústica e natural, internamente o luxo e o requinte eram assombrosos, era fácil esquecer a aparência externa dos prédios e imaginar-se nos mais luxuosos hotéis da Europa. A decoração era primorosa, porém consciente, todos os detalhes em madeira de lei eram na verdade imitações perfeitas construídos com eco-polímero texturizado, obras de arte davam o tom aos corredores e salas, a iluminação era natural e agradável, nem muito claro, nem muito escuro, e a temperatura do ambiente também era muito bem dosada. 

Depois do pequeno tour, fomos ao restaurante principal, pois já era hora do almoço, fizemos uma boa refeição e em seguida nos dirigimos à sala de Henrique. A sala como eu já esperava ocupava 1/4 do 3º andar do prédio principal e era precedida por uma ante-sala menor onde ficava sua secretária e uma assistente. 

- Bom dia meninas. Como vão vocês? – cumprimentou Henrique com um largo sorriso ao entrar na ante-sala. 

A sala da presidência era um “show” a parte, ricamente decorada, com detalhes em vermelho e dourado, esta era talvez a única sala de todo o complexo onde havia móveis feitos com madeira de verdade. À esquerda uma estante que pegava toda a parede exibia alguns livros, muitos troféus e fotos da carreira esportiva de Henrique, além de algumas miniaturas e esculturas. De frente para a porta de entrada, ao fundo da sala, ficava uma mesa de Mogno aparentemente maciço com quase dois metros de largura, uma cadeira giratória de espaldar alto à frente da mesa e um par de cadeiras menores, mas igualmente confortáveis completavam o conjunto, como pano de fundo uma grande porta de vidro fotossensível que dava acesso a uma sacada com móveis próprios para áreas exteriores. À direita da porta de entrada, na parede oposta à estante de madeira, um bar com diversos copos, taças e bebidas variadas, e uma porta que provavelmente dava acesso ao toilet ocupavam metade da parede. A outra metade era preenchida por um vídeo wall composto por uma tela LED de cerca de 72” e mais seis telas menores dispostas em dois grupos de três nas laterais da tela maior. Para compor o ambiente dois grandes sofás de couro formando um “L” próximo do vídeo wall, tapetes persas, algumas obras de arte e esculturas. 

Conversamos um pouco sobre nossas carreiras e vidas pessoais, mas sem muita profundidade. Então a secretária anunciou pelo comunicador que Marcos Ramos havia chegado. O empresário autorizou sua entrada e apresentou-o a mim. 

Marcos era um engenheiro um tanto jovem, mas já tinha um rosto marcado, provavelmente pelo excesso de exposição ao sol, sua estatura mediana e a musculatura desenvolvida lhe davam um aspecto atarracado, as roupas justas reforçavam ainda mais a sensação. Ramos era do tipo que gosta de exibir o físico “malhado”. Tive a impressão de que a qualquer momento a camisa do engenheiro estouraria, fazendo os botões serem lançados nos ares através da sala. 

Após as apresentações, Marcos conduziu-me ao hangar, onde a equipe técnica do ADT me aguardava para um rápido treinamento e orientações sobre as funcionalidades do modelo. Henrique ficara em seu escritório cuidando dos negócios com a promessa de nos encontrar logo mais às 15h00min para a volta inaugural do ADT.



Continua...





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